
Foi em 1990, no meio da aula de redação que Van Gogh entrou no meu mundo . Vi pela primeira vez Os girassóis e fiquei tonta com tanto amarelo e tanta vida.
Mas a obra que me salvou e ainda me faz chorar e parar e pensar em tudo é A noite estrelada. Nunca tinha visto nada igual e, sinceramente, não verei nada assim nesse século. Como tanta luz e movimento pode existir no meio da escuridão?
Aqui perto de casa há cipestres, e noite dessas, voltando para casa de madrugada com baita lua, os vi trepidar na beirada da pista e pensei: é a lua de São Jorge iluminando os cipestres de Van Gogh. Lindo!
Era um segredo mestre, mas meu profundo sentimento de gratidão pela sua companhia tinha que ora dessas vir a público. E tarde, creio.
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