Tenho dificuldade para compreender o universo da fé. Nada do que dizem ser fé me agrada ou me estimula a seguir esses, aqueles ou sei lá que passos.
Fé para mim é exemplo, é manter-se correto, trabalhador, forte e sensível. Fé é brandura e dureza, calma e porrada. É sorrir e chorar quando preciso. É ser humano, tão simples, ser apenas humano.
Frequentar uma religião não lhe dá o direito de dizer que possui fé, mandar infinitas mensagens e correntes de oração não significa ter fé. Comprar cds de padres e pastores menos ainda. Usar adornos com imagens e figuras e penduricalhos também não.
Ter fé é dizer bom dia todo dia para todo mundo. Ter fé é lembrar dos seus poucos e verdadeiros amigos, especialmente no aniversário. Eles esperam que pessoas queridas telefonem, muito mesmo, bem mais que no natal. Ter fé é gostar de si mesmo, antes de se apaixonar por meio mundo e levar muito na cara. Isso não significa não gostar de ninguém significa saber escolher alguns e respeitar a maioria, sem amá-los, obviamente.
Ser uma pessoa de fé é ter empreendimentos: carro para pagar, casa para consertar, visitas ao médico e viagens para fazer. Ter fé é ser útil, lavar a louça, ir ao banco, ler um livro e fazer compras para a vizinha doente. Ter fé é conversar um pouquinho com a senhora idosa na fila do banco, é saber da faxineira do trabalho o nome do novo neto ou do novo marido. Ter fé é cozinhar sem ter grandes motivos( páscoa, dia disso ou daquilo). Ter fé é manter-se bem cuidada, cabelo pintado, sobrancelhas e corpo depilado e tomar banho e ficar cheirosa. É do diabo exalar cê-cê. Enfim, ter fé é ser menos vago e mais real. Esse negócio de sublimidade não cai muito bem, parece coisa de quem está fugindo da raia.
sábado, 30 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Eu não sou a autora, mas o texto tem minha cara.
PIOR É QUE A GENTE PERGUNTA ASSIM MESMO...
1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, tô treinando pra morrer!
2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Tá com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.
4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!
5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte!
Um furacão levou a minha casa pra lá!
6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)
- Vai subir?
- Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.
9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)
- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!
Aluno nota 10.
Na prova do Curso de Química, foi feita esta pergunta:
Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO?
Resposta de um aluno:
Colocar UM dos NOSSOS POLÍTICOS num TANQUE DE ÁCIDO para que DISSOLVA é uma DISSOLUÇÃO. Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO!
Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO?
Resposta de um aluno:
Colocar UM dos NOSSOS POLÍTICOS num TANQUE DE ÁCIDO para que DISSOLVA é uma DISSOLUÇÃO. Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Galeano, Galeano. Eu não me canso, nunca.
Perguntas que estão na cabeça de Eduardo Galeano.
Quero compartilhar com vocês algumas perguntas, moscas que zumbem na minha cabeça:
O sapatista do Iraque, o que jogou os sapatos contra Bush, foi condenado a três anos de prisão. Não merecia, na verdade, uma condecoração?
Quem é o terrorista? O sapatista ou o sapateado? Não é culpado de terrorismo o serial killer que, mentindo, inventou a guerra do Iraque, assassinou a um montão de gente, legalizou a tortura e mandou aplicá-la?
São culpados os habitantes de Atenco, no México, ou os indígenas mapuches do Chile, ou os kekchies da Guatemala, ou os camponeses sem terra do Brasil, todos acusados de terrorismo por defenderem seu direito à terra? Se sagrada é a terra, mesmo se a lei não o diga, não são sagrados também os que a defendem?
Segundo a revista Foreign Policy, a Somália é o lugar mais perigoso do mundo. Mas quem são os piratas? Os mortos de fome que assaltam navios ou os especuladores de Wall Street, que há anos assaltam o mundo e agora recebem multimilionárias recompensas por suas atividades?
Porque o mundo premia os que o saqueiam?
Por que a justiça é cega de um único olho? Wal Mart, a empresa mais poderosa de todas, proíbe os sindicatos. McDonald’s, também. Por que estas empresa violam, com delinquente impunidade, a lei internacional? Será que é por que no mundo do nosso tempo o trabalho vale menos do que o lixo e valem menos ainda os direitos dos trabalhadores?
Quem são os justos e quem são os injustos? Se a justiça internacional realmente existe, por que não julga nunca aos poderosos? Não são presos os autores dos mais ferozes massacres? Será que é porque são eles que têm as chaves das prisões?
Por que são intocáveis as cinco potências que tem direito de veto nas Nações Unidas? Esse direito tem origem divina? Velam pela paz os que fazem o negócio da guerra? É justo que a paz mundial esteja a cargo das cinco potências que são as cinco principais produtoras de armas? Sem desprezar os narcotraficantes, este também não é um caso de “crime organizado”?
Mas não demandam castigo contra os senhores do mundo os clamores dos que exigem, em todos os lugares, a pena de morte. Só faltava isso. Os clamores clamam contra os assassinos que usam navalhas, não contra os que usam mísseis.
E a gente se pergunta: já que esses justiceiros estão tão loucos de vontade de matar, por que não exigem a pena de morte contra a injustiça social? É justo um mundo em que a cada minuto destina três milhões de dólares aos gastos militares, enquanto a cada minuto morrem quinze crianças por fome ou doença curável? Contra quem se arma, até os dentes, a chamada comunidade internacional? Contra a pobreza ou contra os pobres?
Por que os adeptos fervorosos da pena de morte não exigem a pena de morte contra os valores da sociedade de consumo, que cotidianamente atentam contra a segurança pública? Ou por acaso não convida ao crime o bombardeio de publicidade que aturde a milhões e milhões de jovens desempregados ou mal pagos, repetindo para eles dia e noite que ser é ter, ter um automóvel, ter sapatos de marca, ter, ter, e que, quem não tem, não é?
E por que não se implanta a pena de morte contra a pena de morte? O mundo está organizado a serviço da morte. Ou não fabrica a morte a indústria militar, que devora a maior parte dos nossos recursos e boa parte das nossas energias? Os senhores do mundo só condenam a violência quando são outros os que a exercem. E este monopólio da violência se traduz em um fato inexplicável para os extraterrestres e também insuportável para os terrestres que ainda queremos, contra toda evidência, sobreviver: os humanos somos os únicos especializados no extermínio mútuo e desenvolvemos uma tecnologia da destruição que está aniquilando, de passagem, ao planeta e a todos os seus habitantes.
Esta tecnologia se alimenta do medo. É o medo que fabrica os inimigos que justificam o desperdício militar e policial. E em vias de implantar a pena de morte, que tal se condenamos à morte o medo? Não seria saudável acabar com essa ditadura universal dos assustadores profissionais? Os semeadores de pânico nos condenam à solidão, nos proíbem a solidariedade: salve-se quem puder, destruam-se uns aos outros, o próximo é sempre um perigo que se aproxima, olho, cuidado, esse cara vai te roubar, aquele vai te violar, este carrinho de nenê esconde bomba muçulmana e se essa mulher te olha, essa vizinha de aspecto inocente, certamente vai te contagiar com a gripe suína.
No mundo de cabeça para baixo, dão medo até os mais elementares atos de justiça e de bom senso. Quando o presidente Evo Morales começou a refundação da Bolívia, para que esse país de maioria indígena, deixasse de ter vergonha de olhar no espelho, provocou pânico. Este desafio era catastrófico do ponto de vista da ordem racista tradicional, que dizia que era a unida ordem possível. Evo era, trazia o caos e a violência e por sua culpa a unidade nacional ia explodir em pedaços. E quando o presidente equatoriano Rafael Correa anunciou que se negava a pagar as dívidas não legítimas, a noticia produziu terror no mundo financeiro e o Equador foi ameaçado com terríveis castigos, por estar dando um tão mau exemplo. Se as ditaduras militares e os políticos ladrões foram sempre mimados pelos bancos internacionais, não nos acostumamos já a aceitar como fatalidade do destino que o povo pague o garrote que o golpeia e a cobiça que o saqueia?
Mas será que se divorciaram para sempre o bom senso e a justiça? Não nasceram para andar juntos, bem pegadinhos, o bom senso e a justiça?Não é de bom senso, e também de justiça, esse lema das feministas que dizem que se nós, os machos, ficássemos grávidos, o aborto seria livre? Por que não se legaliza o direito ao aborto? Será por que então deixaria de ser o privilégio das mulheres que podem pagá-lo e dos médicos que podem cobrá-lo?
O mesmo acontece com outro escandaloso caso de negação da justiça e do bom senso: por que não se legalizam as drogas? Por acaso não se trata, como no caso do aborto, uma questão de saúde publica? E o país que tem mais drogados, que autoridade moral tem, que autoridade moral tem para condenar os que abastecem sua demanda? E por que os grandes meios de comunicação, tão consagrados à guerra contra o flagelo da droga, não dizem nunca que provém do Afeganistão quase toda a heroína que se consome no mundo? Quem manda no Afeganistão? Não é esse um país ocupado militarmente pelo pais messiânico que se atribui a missão de salvar a todos nós?
Por que não se legalizam as drogas pura e simplesmente? Não será por que elas dão o melhor pretexto para as invasões militares, além de brindar os mais suculentos lucros aos bancos que de noite trabalham como lavanderias?
Agora o mundo está triste porque se vendem menos carros. Uma das consequências da crise mundial é a queda da próspera indústria automobilística. Se tivéssemos algum resto de bom senso e um pouquinho de sentido de justiça, não teríamos que celebrar essa boa notícia? Ou por acaso a diminuição de automóveis não é uma boa notícia, do ponto de vista da natureza, que estará um pouquinho menos envenenada e dos pedestres, que morrerão um pouco menos?
Segundo Lewis Carroll, a Rainha explicou a Alice como funciona a justiça no país das maravilhas:
- Ai você tem – disse a Rainha. Está presa cumprindo sua condenação, mas o processo só vai começar na segunda-feira. E, claro, o crime será cometido no final.
Em El Salvador, o arcebispo Oscar Arnulfo Romero comprovou que a justiça, como a serpente, só morde os descalços. Ele morreu baleado, por denunciar que no seu país os descalços nasciam condenados de antemão, pelo delito de nascimento.
O resultado das recentes eleições em El Salvador não é de alguma forma uma homenagem? Uma homenagem ao arcebispo Romero e aos milhares que como ele morreram lutando por uma justiça justa no reino da injustiça?Às vezes acabam mal as histórias da História, mas ela, a História, não acaba. Quando diz adeus, está dizendo até logo.
Tradução: Emir Sader.
Só salva isso.
Detesto tudo que diz respeito ou leva o nome Globo, mas convenhamos esse blog que é postado no site: www.oglobo.com é muito bom.
Ouçam: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#187197
Ouçam: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#187197
Tá quase.
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Clemência.
Normalmente não discuto política com quem tem menos qualificação que eu, ou seja, algo menor que uma graduação em ciências políticas. Não, não é arrogância, apenas recomendação médica: ele pediu-me calma e bom senso.
Porém, diante de tantos textos sobre as maravilhas ou desgraças do Lula no poder, decidi vir a público pedir que façam campanha em outra freguesia, porque comigo não violão. E,não é porque tenho formação acadêmica em ciências políticas que me dou ao direito de defender bandidos, corruptos, assassinos, ladrões e gente sem noção sobre Poder, Estado, Democracia, Estado de Direito e Justiça.
O que me incomoda são os comentários: " ..Nossa fez ciências sociais, então defende o FHC..." ou " Agora seu partido está no poder...".
Sabe por que me incomoda?
FHC foi e será eternamente um arrogante asceta, que se acha algo melhor que Deus, coisa que ele sempre repudiou e,mentiu descaradamente para agradar a massa acéfala que precisa de religião para ser adestrada. Todos disseram que ele traiu seus princípios ao assumir o poder. Para mim ele fez exatamente o que faz nesse instante Obama, mente e finge para ter poder.
O PSDB é uma falácia, um engodo. Seus atuais candidatos são cães sedentos de poder. Um dirige São Paulo como se estivesse sentado no vaso sanitário e o outro governa Minas Gerais do Leblon.
Com apoio das elites paulistas _ FIESP principalmente, acho que chegam, para minha desgraça perto do tão sonhado poder.
O PT é um piada, uma máquina de votos. Se contradiz o tempo todo, usam a máquina pública para tudo e todos. Chegaram ao poder e logo depois mostraram a que vieram. O partido que se dizia democrático solapou a multipartidariedade. Em conchavos com o PMDB, esses sim governam o Brasil há tempos,fazem do Estado ou uma latrina ou um prostíbulo. Cargos nascem do nada e para nada, óbvio. Como um partido que se dizia de vanguarda se alia aos velhos coronéis? Simples: lembram da renovação conservadora de Vargas? Eu explico: para deixar tudo como está é só mentir que está mudando.
Exemplo disso é o PAC, que aliás tem como administrador Fernando Collor de Melo...sem comentários.
Mas o PAC está ai e só acredita nele quem quer ou é pago para isso. Porque não é possível que um ser humano não veja o que está diante dos olhos. O PAC é um trampolim político vergonhoso.
Segundo esse programa, se a necessidade humana for mais importante que o recurso natural,esse será explorado - nessa última semana os senhores deputados federais e senadores votaram pelo loteamento da Amazônia. Mas quem votou, se não me engano, foram os aliados e não os adversários políticos do PT.
A propósito o programa minha casa e coisa e tal não fez estudo de impacto urbano. Para ganhar votos o tal PT que está no poder, investiu muita grana nas construtoras porque os donos delas não podem falir , coitados. Ao mesmo tempo, as obras farão estragos inimagináveis na planta urbana de muitos municípios. O abastecimento de água, a poluição do subsolo, o trânsito de algumas metrópoles chegarão aos seus níveis críticos. Tudo vale voto né?
Aliás, só o voto é o que eles querem. Só o voto.
E a massa turba vai ver novela, futebol ou ouvir uma música ruim. Sabe por que ? Porque isso dá voto pra cacete cara...
Obs.: Sugestão de leitura para os fanáticos ( pós e contra, sem discriminação): Max Weber, Raymundo Faoro, Sérgio B. de Hollanda, Florestan Fernandes, Octávio Ianni, Karl Marx( todo petista acha que leu e entende...kkkkkkkkkkkkk), Antonio Gramsci, Mosca, Paretto, Maurice Dobbe etc etc e depois conversamos. Não citarei textos anarquistas porque alguns podem se mijar de tanto meda....rsrsrsrs.
Ah, sem e.mails defendendo aquilo que só vocês acreditam Ok.
Ah, eu adoro política, mas a política como vocação e não como prostituição.
Ah, eu também defendo a vida humana, além da Amazônia, até porque, segundo os biólogos uma depende da outra, ao contrário daquilo que os governantes que vocês puseram no poder acham... É eu não votei, não jogo minha consciência no lixo.
Porém, diante de tantos textos sobre as maravilhas ou desgraças do Lula no poder, decidi vir a público pedir que façam campanha em outra freguesia, porque comigo não violão. E,não é porque tenho formação acadêmica em ciências políticas que me dou ao direito de defender bandidos, corruptos, assassinos, ladrões e gente sem noção sobre Poder, Estado, Democracia, Estado de Direito e Justiça.
O que me incomoda são os comentários: " ..Nossa fez ciências sociais, então defende o FHC..." ou " Agora seu partido está no poder...".
Sabe por que me incomoda?
FHC foi e será eternamente um arrogante asceta, que se acha algo melhor que Deus, coisa que ele sempre repudiou e,mentiu descaradamente para agradar a massa acéfala que precisa de religião para ser adestrada. Todos disseram que ele traiu seus princípios ao assumir o poder. Para mim ele fez exatamente o que faz nesse instante Obama, mente e finge para ter poder.
O PSDB é uma falácia, um engodo. Seus atuais candidatos são cães sedentos de poder. Um dirige São Paulo como se estivesse sentado no vaso sanitário e o outro governa Minas Gerais do Leblon.
Com apoio das elites paulistas _ FIESP principalmente, acho que chegam, para minha desgraça perto do tão sonhado poder.
O PT é um piada, uma máquina de votos. Se contradiz o tempo todo, usam a máquina pública para tudo e todos. Chegaram ao poder e logo depois mostraram a que vieram. O partido que se dizia democrático solapou a multipartidariedade. Em conchavos com o PMDB, esses sim governam o Brasil há tempos,fazem do Estado ou uma latrina ou um prostíbulo. Cargos nascem do nada e para nada, óbvio. Como um partido que se dizia de vanguarda se alia aos velhos coronéis? Simples: lembram da renovação conservadora de Vargas? Eu explico: para deixar tudo como está é só mentir que está mudando.
Exemplo disso é o PAC, que aliás tem como administrador Fernando Collor de Melo...sem comentários.
Mas o PAC está ai e só acredita nele quem quer ou é pago para isso. Porque não é possível que um ser humano não veja o que está diante dos olhos. O PAC é um trampolim político vergonhoso.
Segundo esse programa, se a necessidade humana for mais importante que o recurso natural,esse será explorado - nessa última semana os senhores deputados federais e senadores votaram pelo loteamento da Amazônia. Mas quem votou, se não me engano, foram os aliados e não os adversários políticos do PT.
A propósito o programa minha casa e coisa e tal não fez estudo de impacto urbano. Para ganhar votos o tal PT que está no poder, investiu muita grana nas construtoras porque os donos delas não podem falir , coitados. Ao mesmo tempo, as obras farão estragos inimagináveis na planta urbana de muitos municípios. O abastecimento de água, a poluição do subsolo, o trânsito de algumas metrópoles chegarão aos seus níveis críticos. Tudo vale voto né?
Aliás, só o voto é o que eles querem. Só o voto.
E a massa turba vai ver novela, futebol ou ouvir uma música ruim. Sabe por que ? Porque isso dá voto pra cacete cara...
Obs.: Sugestão de leitura para os fanáticos ( pós e contra, sem discriminação): Max Weber, Raymundo Faoro, Sérgio B. de Hollanda, Florestan Fernandes, Octávio Ianni, Karl Marx( todo petista acha que leu e entende...kkkkkkkkkkkkk), Antonio Gramsci, Mosca, Paretto, Maurice Dobbe etc etc e depois conversamos. Não citarei textos anarquistas porque alguns podem se mijar de tanto meda....rsrsrsrs.
Ah, sem e.mails defendendo aquilo que só vocês acreditam Ok.
Ah, eu adoro política, mas a política como vocação e não como prostituição.
Ah, eu também defendo a vida humana, além da Amazônia, até porque, segundo os biólogos uma depende da outra, ao contrário daquilo que os governantes que vocês puseram no poder acham... É eu não votei, não jogo minha consciência no lixo.
Viva a Revolução sempre!!!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
EDUCAÇÃO MALTRATADA: PROFESSORES PRECARIZADOS
Por Beatryz Reis
Às 23h de uma quarta-feira do mês de março, o professor Carlos Alberto Pires Guimarães, 25 anos, saía da EE Pereira Barreto, na Lapa, e iniciava uma jornada de uma hora e meia até a sua casa – a pé. Chamado de última hora para substituir um professor, ele deu sete aulas naquela noite, mas só será pago por elas, segundo ele, no mês de maio. “O que eu quero saber é se o ônibus espera para receber o dinheiro da passagem e se o estômago espera para comer”, questiona Carlos, que é formado em biologia há dois anos, mas já chegou a lecionar matemática, também substituindo um professor.
Relatos como este ajudam a visualizar, mesmo que de maneira fragmentada, o perfil do professor eventual da rede estadual de São Paulo. O professor eventual é aquele que, na cadeia da carreira docente, vem depois do efetivo e do contratado em caráter temporário. Ele é um dos exemplos vivos de como ainda há professores em situações de extrema precariedade no Brasil. Mais: de como a universalização do ensino deu conta apenas da quantidade – qualidade ainda é, infelizmente, um objetivo a ser alcançado no sistema educacional do país.
A discussão sobre os temporários foi levantada após a instituição da prova seletiva para os temporários pela secretaria estadual de Educação de São Paulo. Os candidatos com a melhor classificação usariam a nota como um dos critérios para atribuição de aulas em 2009. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), indignado, moveu uma ação civil pública contra o Estado, alegando irregularidades na avaliação, já que algumas diretorias de ensino teriam vazado o gabarito da prova. No fim das contas, a juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara Cível, determinou a suspensão da prova, por considerar que ela desprestigiava os professores mais antigos, especializados nas disciplinas em que lecionam.
O que fugiu da cobertura da mídia nesse caso foi, em primeiro lugar, a diferença que existe entre o professor contratado em caráter temporário e o eventual. O contrato do primeiro começa no início do ano letivo e dura até a próxima atribuição, no outro ano. Depois, se ele não consegue obter aulas na atribuição, é desligado da rede estadual e tenta ser contratado novamente (como eventual, inclusive). O segundo fica à mercê da ausência inesperada e, muitas vezes, pontual de um professor de uma disciplina. Ele recebe por aulas dadas.
De acordo com a secretaria estadual de Educação de São Paulo, há 90 mil professores temporários na rede, mas não há distinção entre os temporários e os eventuais. “O eventual é um professor que está lá para eventuais faltas. O problema é que o sistema tem muitas faltas. Ele é um tapa-buracos”, aponta Thaís Bernardes, assessora do projeto Nossa Escola Pesquisa a sua Opinião, da ONG Ação Educativa. O presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) usa outra palavra para a condição de eventual: grotesca. “Além de contribuir com a baixa qualidade da educação, a existência desses profissionais contribui para a depreciação de outros professores: há pessoas dispostas a trabalhar em quaisquer condições. Há um exército reserva que enfraquece o poder de reivindicação dos efetivos”, pondera.
Beatryz Reis é jornalista
Para continuar a ler essa matéria e outras confira a edição de abril da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou assine a versão digital da Caros Amigos.
Às 23h de uma quarta-feira do mês de março, o professor Carlos Alberto Pires Guimarães, 25 anos, saía da EE Pereira Barreto, na Lapa, e iniciava uma jornada de uma hora e meia até a sua casa – a pé. Chamado de última hora para substituir um professor, ele deu sete aulas naquela noite, mas só será pago por elas, segundo ele, no mês de maio. “O que eu quero saber é se o ônibus espera para receber o dinheiro da passagem e se o estômago espera para comer”, questiona Carlos, que é formado em biologia há dois anos, mas já chegou a lecionar matemática, também substituindo um professor.
Relatos como este ajudam a visualizar, mesmo que de maneira fragmentada, o perfil do professor eventual da rede estadual de São Paulo. O professor eventual é aquele que, na cadeia da carreira docente, vem depois do efetivo e do contratado em caráter temporário. Ele é um dos exemplos vivos de como ainda há professores em situações de extrema precariedade no Brasil. Mais: de como a universalização do ensino deu conta apenas da quantidade – qualidade ainda é, infelizmente, um objetivo a ser alcançado no sistema educacional do país.
A discussão sobre os temporários foi levantada após a instituição da prova seletiva para os temporários pela secretaria estadual de Educação de São Paulo. Os candidatos com a melhor classificação usariam a nota como um dos critérios para atribuição de aulas em 2009. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), indignado, moveu uma ação civil pública contra o Estado, alegando irregularidades na avaliação, já que algumas diretorias de ensino teriam vazado o gabarito da prova. No fim das contas, a juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara Cível, determinou a suspensão da prova, por considerar que ela desprestigiava os professores mais antigos, especializados nas disciplinas em que lecionam.
O que fugiu da cobertura da mídia nesse caso foi, em primeiro lugar, a diferença que existe entre o professor contratado em caráter temporário e o eventual. O contrato do primeiro começa no início do ano letivo e dura até a próxima atribuição, no outro ano. Depois, se ele não consegue obter aulas na atribuição, é desligado da rede estadual e tenta ser contratado novamente (como eventual, inclusive). O segundo fica à mercê da ausência inesperada e, muitas vezes, pontual de um professor de uma disciplina. Ele recebe por aulas dadas.
De acordo com a secretaria estadual de Educação de São Paulo, há 90 mil professores temporários na rede, mas não há distinção entre os temporários e os eventuais. “O eventual é um professor que está lá para eventuais faltas. O problema é que o sistema tem muitas faltas. Ele é um tapa-buracos”, aponta Thaís Bernardes, assessora do projeto Nossa Escola Pesquisa a sua Opinião, da ONG Ação Educativa. O presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) usa outra palavra para a condição de eventual: grotesca. “Além de contribuir com a baixa qualidade da educação, a existência desses profissionais contribui para a depreciação de outros professores: há pessoas dispostas a trabalhar em quaisquer condições. Há um exército reserva que enfraquece o poder de reivindicação dos efetivos”, pondera.
Beatryz Reis é jornalista
Para continuar a ler essa matéria e outras confira a edição de abril da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou assine a versão digital da Caros Amigos.
Os terríveis números da carnificina no Iraque. E Bush continua solto.

LAMÉ SMEILI*
Pela primeira vez os verdadeiros números da carnificina que George W. Bush, ex-presidente americano antes de Barak Obama, desencadeou no Iraque, desde 2003 até julho de 2008, foram publicados. O governo americano ficou calado.
Numa impressionante reportagem investigativa, a rede Aljazira (um dos poucos canais de informação sérios no mundo) mostrou os dados em 10/05/2009, baseados em documentos oficiais do Pentágono e Congresso americano.
Maior que a barbárie destas estatísticas são as vidas iraquianas perdidas, resultado da crueldade da era Bush: Mais de 1 milhão e 100 mil iraquianos assassinados. As vítimas eram crianças, mulheres, jovens e idosos, a maioria esmagadora composta por civis. Isso sem falar dos milhões de feridos e da destruição da sociedade milenar iraquiana.
Os sítios arqueológicos da antiga Mesopotâmia foram saqueados. As riquezas arqueológicas resistiram até contra as invasões dos Mongóis, que cobriram os rios Eufrates e Tigre de sangue, mas não à invasão das tropas do Ocidente. Os prejuízos históricos são incalculáveis. Toda infra-estrutura do Iraque foi literalmente dizimada.
Todas as industrias americanas, inclusive os bancos, estão em crise e podem arrastar o mundo para o fim do poço. Menos a indústria de armas ianque. Esta é intocável e emprega para produzir morte.
Tudo em nome de uma mentira de George W. Bush, de que o Iraque tinha armas de destruição em massa. Tudo em nome de implantar a democracia no Iraque. Aliás, nesta democracia o governo iraquiano foi obrigado a assinar um tratado, segundo o qual, somente empresas americanas podem participar de reconstrução do país.
Assim foi providenciado Barak Hussein Obama, para impedir a cobrança da destruição de milhões de vidas, que a era Bush produziu. Obama, aliás está bem explicitado no filme “Nova York Sitiada”, produzido em 1997 e depois pelo seriado 24 Horas. Um presidente negro interpretado pelo ator Denzel Washington. Assim Obama começou a ser fabricado.
OS NÚMEROS FALAM POR SI SÓ
164 mil ataques contra as tropas americanas realizados pela resistência iraquiana;
33.615 soldados americanos mortos;
224 mil feridos, registrados oficialmente pelo Departamento dos Veteranos Combatentes para a finalidade de indenizações;
1 Trilhão e 800 Bilhões de dólares foi o custo da guerra do Iraque até julhos de 2008.
Agora dá para entender por que o mundo está em crise?
*Lamé Smeili é jornalista, vereador pelo PT do B e segundo secretário da Câmara Municipal de Guarulhos.
Pela primeira vez os verdadeiros números da carnificina que George W. Bush, ex-presidente americano antes de Barak Obama, desencadeou no Iraque, desde 2003 até julho de 2008, foram publicados. O governo americano ficou calado.
Numa impressionante reportagem investigativa, a rede Aljazira (um dos poucos canais de informação sérios no mundo) mostrou os dados em 10/05/2009, baseados em documentos oficiais do Pentágono e Congresso americano.
Maior que a barbárie destas estatísticas são as vidas iraquianas perdidas, resultado da crueldade da era Bush: Mais de 1 milhão e 100 mil iraquianos assassinados. As vítimas eram crianças, mulheres, jovens e idosos, a maioria esmagadora composta por civis. Isso sem falar dos milhões de feridos e da destruição da sociedade milenar iraquiana.
Os sítios arqueológicos da antiga Mesopotâmia foram saqueados. As riquezas arqueológicas resistiram até contra as invasões dos Mongóis, que cobriram os rios Eufrates e Tigre de sangue, mas não à invasão das tropas do Ocidente. Os prejuízos históricos são incalculáveis. Toda infra-estrutura do Iraque foi literalmente dizimada.
Todas as industrias americanas, inclusive os bancos, estão em crise e podem arrastar o mundo para o fim do poço. Menos a indústria de armas ianque. Esta é intocável e emprega para produzir morte.
Tudo em nome de uma mentira de George W. Bush, de que o Iraque tinha armas de destruição em massa. Tudo em nome de implantar a democracia no Iraque. Aliás, nesta democracia o governo iraquiano foi obrigado a assinar um tratado, segundo o qual, somente empresas americanas podem participar de reconstrução do país.
Assim foi providenciado Barak Hussein Obama, para impedir a cobrança da destruição de milhões de vidas, que a era Bush produziu. Obama, aliás está bem explicitado no filme “Nova York Sitiada”, produzido em 1997 e depois pelo seriado 24 Horas. Um presidente negro interpretado pelo ator Denzel Washington. Assim Obama começou a ser fabricado.
OS NÚMEROS FALAM POR SI SÓ
164 mil ataques contra as tropas americanas realizados pela resistência iraquiana;
33.615 soldados americanos mortos;
224 mil feridos, registrados oficialmente pelo Departamento dos Veteranos Combatentes para a finalidade de indenizações;
1 Trilhão e 800 Bilhões de dólares foi o custo da guerra do Iraque até julhos de 2008.
Agora dá para entender por que o mundo está em crise?
*Lamé Smeili é jornalista, vereador pelo PT do B e segundo secretário da Câmara Municipal de Guarulhos.
Obs:. origem da postagem: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2009/05/mentira-do-bush-que-provocou-crise.html
Divagações.
Estou realinhando minha vida. Sinto que poderia viver mais, doar mais, trabalhar mais, produzir mais, sonhar mais e crescer mais. Mas, não estou encontrando o rumo. Acho que metade de mim ainda não fez nada nessa vida. Não sei se sou eu que não me arrisco ou se os outros também não observam em mim potencialidades. Só sei que cheguei ao cúmulo do stress e que não estou com ânimo para a vida que tenho. Sinto falta da faculdade, da ideias pulsantes, do mestrado que pretendo fazer, das viagens que programei há anos. São mudanças profundas, mas que devem ser feitas porque não posso viver pela metade.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Inveja.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Acheiiiiiiiiiiiiiiiiii.
http://www.youtube.com/watch?v=HUffRN5oFtE
http://www.youtube.com/watch?v=LYTiCOPcnUA&feature=related
Demais essa garota, estava procurando por ela há tempos.
http://www.youtube.com/watch?v=LYTiCOPcnUA&feature=related
Demais essa garota, estava procurando por ela há tempos.
domingo, 3 de maio de 2009
Não sei viver sem essa mulher.
Até posso explicar, é paixão. Infelizmente é tarde pra realizar o grande sonho e ir até Chicago vê-la e ouvi-la. Mas gosto muito de Etta James e, ninguém até hoje parou pra botar reparo nisso, que eu só ouço cantoras negras e tenho muita coisa da Etta. E tem gente que insiste em me fazer ouvir Maria Rita, até respeito, mas a começar pela cor ela não me agrada.
http://www.youtube.com/watch?v=qZgoeKCSTBQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=qZgoeKCSTBQ&feature=related
Eduardo Galeano: a linguagem, as coisas e seus nomes.
Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita.
Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:
O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;
O imperialismo se chama globalização;
As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;
O oportunismo se chama pragmatismo;
A traição se chama realismo;
Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos;
A expulsão dos meninos pobres do sistema educativo é conhecida pelo nome de deserção escolar;
O direito do patrão de despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral;
A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria;
em lugar de ditadura militar, se diz processo.
As torturas são chamadas de constrangimentos ilegais ou também pressões físicas e psicológicas;
Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões, são cleoptomaníacos;
O saque dos fundos públicos pelos políticos corruptos atende ao nome de enriquecimento ilícito;
Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos motoristas de automóveis;
Em vez de cego, se diz deficiente visual;
Um negro é um homem de cor;
Onde se diz longa e penosa enfermidade, deve-se ler câncer ou AIDS;
Mal súbito significa infarto;
Nunca se diz morte, mas desaparecimento físico;
Tampouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares: os mortos em batalha são baixas e os civis, que nada têm a ver com o peixe e sempre pagam o pato, danos colaterais;
Em 1995, quando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: “Não gosto da palavra bomba. Não são bombas. São artefatos que explodem”;
Chama-se Conviver alguns dos bandos assassinos da Colômbia, que agem sob proteção militar;
Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade o maior presídio da ditadura uruguaia;
Chama-se Paz e Justiça o grupo militar que, em 1997, matou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, que rezavam numa igreja do povoado de Acteal, em Chiapas.
(Do livro De pernas pro ar, editora L&PM)
Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:
O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;
O imperialismo se chama globalização;
As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;
O oportunismo se chama pragmatismo;
A traição se chama realismo;
Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos;
A expulsão dos meninos pobres do sistema educativo é conhecida pelo nome de deserção escolar;
O direito do patrão de despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral;
A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria;
em lugar de ditadura militar, se diz processo.
As torturas são chamadas de constrangimentos ilegais ou também pressões físicas e psicológicas;
Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões, são cleoptomaníacos;
O saque dos fundos públicos pelos políticos corruptos atende ao nome de enriquecimento ilícito;
Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos motoristas de automóveis;
Em vez de cego, se diz deficiente visual;
Um negro é um homem de cor;
Onde se diz longa e penosa enfermidade, deve-se ler câncer ou AIDS;
Mal súbito significa infarto;
Nunca se diz morte, mas desaparecimento físico;
Tampouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares: os mortos em batalha são baixas e os civis, que nada têm a ver com o peixe e sempre pagam o pato, danos colaterais;
Em 1995, quando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: “Não gosto da palavra bomba. Não são bombas. São artefatos que explodem”;
Chama-se Conviver alguns dos bandos assassinos da Colômbia, que agem sob proteção militar;
Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade o maior presídio da ditadura uruguaia;
Chama-se Paz e Justiça o grupo militar que, em 1997, matou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, que rezavam numa igreja do povoado de Acteal, em Chiapas.
(Do livro De pernas pro ar, editora L&PM)
sábado, 2 de maio de 2009
Uma coisa boa em um ex.
Estou assim ...
Espelhos D'Agua
Composição: Dalto/Claudio Rabelo
hum
seus olhos são espelhos d'agua
brilhando você
pra qualquer um
hum
por onde esse amor andava
que não quis você
de jeito algum
hum
que vontade de ter você
que vontade de perguntar
se ainda é cedo
hum
que vontade de merecer
um cantinho do seu olhar
mas tenho medo
Composição: Dalto/Claudio Rabelo
hum
seus olhos são espelhos d'agua
brilhando você
pra qualquer um
hum
por onde esse amor andava
que não quis você
de jeito algum
hum
que vontade de ter você
que vontade de perguntar
se ainda é cedo
hum
que vontade de merecer
um cantinho do seu olhar
mas tenho medo
Adoro essa garota.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Coração.
Eis que meu órgão cardiovascular foi ao médico essa semana. Está muito bem por sinal, bate forte e em conjunto com o pulso(coisa rara, disse o doutor). Disso eu já sabia viu. Tenho um coração raro e, talvez o preço por tamanha raridade seja a falta de amor...
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