sábado, 30 de janeiro de 2010

Para o Hiero.

http://www.youtube.com/watch?v=82N588ruugw&feature=fvst

Hiero essa é para nós.

Nada...

Não sentir nada...sei o que é isso. É uma verdade absoluta, uma regra, uma saída para os meus dias. Uma saída, não muito digna, pelo menos sóbria para sobreviver a toda loucura que me cerca. Antes achava que estava doida, agora mantendo distância suportável de quase tudo e de quase todos percebi que a loucura mora nos outros. Então, eis me aqui...deixando a vida fluir e todo mal passar.

A Amy que eu gosto de ouvir.

http://www.youtube.com/watch?v=c6MRYLWJb1o

Amy MacDonald é escocesa e vem há algum tempo firmando-se com uma boa cantora de folk music. Essa Amy eu curto.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Haiti e o Tahiti.

De repente, parou de chover no Brasil! Todas as águas imundas e fétidas que vitimaram milhões de brasileiros secaram ou seguiram o curso natural de um rio. De repente, não há crianças na fila de adoção nos orfanatos e abrigos brasileiros, todos tem lar e cuidados de um adulto maduro, consciente e amoroso. De repente, acabou a miséria e temos muita grana pra cuidar do Haiti. Nem quero falar da catástrofe em si ou da pobreza do Haiti. Temos um Haiti aqui, só que não passa furacão e a terra não treme, portanto um Haiti silencioso com clima do Tahiti, petulância argentina e ambição estadunidense. E tudo por uma cadeira de segurança na ONU. Tomara que seja confortável o suficiente para que quem ocupá-la não sinta tanto remorso nem pelos nossos e nem pelos outros haitianos.

Por aí...

Viram você por aí, disseram que ainda combina comigo, que ainda tem algo em você que faz lembrar de mim...e você estava por aí, nem aí para nada, e aí?

Maceió...

Mais um janeirão e mais uma viagem. Dessa vez fui para Alagoas. No meio daquela profusão de turistas e praias tive tempo para refletir sobre coisas profundas e existenciais. Mas meu olhar sobre o Nordeste está um pouco mais apurado também. Além de toda a beleza da caatinga, do litoral e do maravilhoso e degradado rio São Francisco, vi um povo pobre demais que ainda vive sem saneamento básico, que corta cana-de-açúcar no braço, que se acha rico por ganhar R$600,00 reais por mês, que ainda faz em média cinco filhos por família, que tem crenças infinitas, sabores maravilhosos e sotaque que pega na gente e, em poucas horas passa a fazer parte do nosso vocabulário. Vi homens e mulheres fortes. Vi latifundiários milionários que jogam seu esgoto na praia dos pobres, vi mulheres gastando em lojas o que uma família nunca terá para viver e alimentar seus descendentes. Vi um país pulsando, sangrando, pedindo socorro, desde as águas verdes e assoreados do Velho Chico, ora pela irrigação ilegal ora pela transposição do mesmo, até as caatingas com gado magro, vida rala e gente queimada pelo sol e marcada pela pobreza. Vi meninos atolados no esgoto e entrando na puberdade sem ter saído do ensino fundamental. Vi aquilo que os turistas e veranistas não veem porque estão ocupados devastando as areias, comprando bugigangas ou enchendo a cara de cerveja barata. Meu olhar não se cansa de ver o que dói...e sinceramente, quando deixar de ter este olhar aguçado quero estar morta.

PS: as imagens eu não tenho, a moderna camera digital pifou... fia da gota de camera.