Noooooossa, de repente o passado volta.
http://www.youtube.com/watch?v=1yAD3_DXN6E
domingo, 2 de maio de 2010
Um texto bem vindo.
É impossível viver sozinho?
Por que tanto medo?
Você nasceu sozinho e sozinho baixará à sepultura, não tem jeito...
Por que tanta aflição?
Aquele história de que é impossível ser feliz sozinho foi criada apenas para solucionar o verso daquele cantor, como é mesmo o nome dele?
Está triste? Passa. Até uva passa...
Dói? Dói muito, a dor que deveras sente, porque dor de coração dói na alma, no braço, no calcanhar, no queixo, dói tudo e mais um pouco, porque a dor da alma de verdade é aquela que você cultivou para ser a não-dor, para ser o não-fim, para ser a lindeza de um amor tranquilo, e quando desaba, sai debaixo...
Mas por que tanto desespero?
O vazio do peito cresce e abarca, entope de tanta ausência?
Fazer o quê, meu caro, se o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou, não é?
Não?
Tem dúvidas?
E qual o amor que não resta dúvidas, qual o fim que deixa certezas, qual a vida que prescinde da morte e vice versa?
Olha, vai lá, sai pra rua, deixa pra trás essa poeria que, é bom que você saiba, nunca vai assentar, viu?
Levanta e anda, porque a paralisia só faz a dor doer ainda mais.
Corre, grita, arfa, xinga, morde e engole.
Pense em todas as besteiras que puder pensar, surte todos os surtos e suba e desça, encolha até virar uma fatia fininha de sentimento algum.
Porque a dor que deveras sente é a pior, meu amigo, a que mais dói.
A dor de quem fica enquanto o outro vai.
Ou dor de quem vai enquanto o outro fica.
Tanto faz.
Autoria: Luiz Caversan, Folha on Line, 01/05/2010.
Por que tanto medo?
Você nasceu sozinho e sozinho baixará à sepultura, não tem jeito...
Por que tanta aflição?
Aquele história de que é impossível ser feliz sozinho foi criada apenas para solucionar o verso daquele cantor, como é mesmo o nome dele?
Está triste? Passa. Até uva passa...
Dói? Dói muito, a dor que deveras sente, porque dor de coração dói na alma, no braço, no calcanhar, no queixo, dói tudo e mais um pouco, porque a dor da alma de verdade é aquela que você cultivou para ser a não-dor, para ser o não-fim, para ser a lindeza de um amor tranquilo, e quando desaba, sai debaixo...
Mas por que tanto desespero?
O vazio do peito cresce e abarca, entope de tanta ausência?
Fazer o quê, meu caro, se o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou, não é?
Não?
Tem dúvidas?
E qual o amor que não resta dúvidas, qual o fim que deixa certezas, qual a vida que prescinde da morte e vice versa?
Olha, vai lá, sai pra rua, deixa pra trás essa poeria que, é bom que você saiba, nunca vai assentar, viu?
Levanta e anda, porque a paralisia só faz a dor doer ainda mais.
Corre, grita, arfa, xinga, morde e engole.
Pense em todas as besteiras que puder pensar, surte todos os surtos e suba e desça, encolha até virar uma fatia fininha de sentimento algum.
Porque a dor que deveras sente é a pior, meu amigo, a que mais dói.
A dor de quem fica enquanto o outro vai.
Ou dor de quem vai enquanto o outro fica.
Tanto faz.
Autoria: Luiz Caversan, Folha on Line, 01/05/2010.
sábado, 1 de maio de 2010
Preciosa.
Independência.
Pois é, dizem que o preço da independência é alto. De fato, nada melhor que ser independente, porém duro...rsrsrsrs. Cara, como é caro ser pobre.
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