terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Resumo.
Se pedissem para resumir meu ano em uma palavra diria difícil. O dinheiro foi ralo, quase nem sobrou. Trabalhei dobrado, retornei aos estudos e tive que me adaptar ao novo horário aos sábados pela manhã. Tive problemas de saúde e pessoais. Não consegui comprar minha tão sonhada casa e me frustei com alguns planos. Ainda tive tempo para um namoro rápido e infrutífero. Mais uma vez concluo que homens estão tão distantes da minha vida quanto Saturno.
Descobri algumas habilidades, melhorei minha forma de dirigir e agora decidi aprender a nadar. Também estou ciente de que estar só é uma maravilha apreciada por poucos. Digo isso porque cada vez que me encontro só estou mais plena e mais feliz. Ainda tenho tempo para amigos e viagens, as contas estão pagas e os armários estão limpos. Tirei do caminho algumas pedras. Que venha 2011, já posso sentir o vento de Fernando de Noronha soprando e me enchendo de paz.
Descobri algumas habilidades, melhorei minha forma de dirigir e agora decidi aprender a nadar. Também estou ciente de que estar só é uma maravilha apreciada por poucos. Digo isso porque cada vez que me encontro só estou mais plena e mais feliz. Ainda tenho tempo para amigos e viagens, as contas estão pagas e os armários estão limpos. Tirei do caminho algumas pedras. Que venha 2011, já posso sentir o vento de Fernando de Noronha soprando e me enchendo de paz.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Será mesmo?
Quem transforma as mulheres em galinhas... são os próprios homens.Tudo bem. Queremos meninas legais, sexys, taradas, bonitas, inteligentes e boazinhas... Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas.Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana...Tudo básico, até virar uma rotina sem graça... Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja (sem saber que eles estão morrendo de inveja do seu relacionamento, da sua namorada superiormente interessante comparada as meninas da night)Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista... Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse namoro. E a boa menina se transformanuma "MALA", e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando tu vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender, você pensa: NÃO TÔ MAIS AFIM, NÃO GOSTO MAIS DELA,JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo e a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso.E a pobre menina pensa: O que eu fiz? Não sou bonita, legal, inteligente, companheira, boa o suficiente? Será que há outra(geralmente há, porque não nos cansamos de boas conquistas, porque também achamos que outras não vão ficar no nosso pé,ou que serão as outras as noras que sua mãe pediu a Deus. Muito nos enganamos nesta vida...), será que da para confiar? Coitada, ela não fez nada e, a culpa é nossa mesmo (temos medo de enfrentar as dificuldades e as privações do mundode solteiro. Temos medo de nos prendermos de verdade aquela menina boazinha que temos certeza que seriam capazes de suportar qualquer coisa para nos fazer bem)...GRANDE ILUSÃO.Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito (porque mesmo estando com outra no lugar da boazinha sempre há uma questão: será que troquei o certo pelo duvidoso. Como estará a menina boazinha sem que eu esteja por perto pra tomar de conta... coisas realmente verdadeira dentro desta felicidade momentânea que vivemos agora.)Ah! e pensa : De repente foi porque a menina da night,a linda, gostosa, misteriosa, ficou contigo, passou a mão, rolou algo mais , mas você no interior ainda está insatisfeito sem saber direito qual a razão,bom você diz : vai ver não estava muito inspirado,a cerva não era bem gelada, a galera não tava muito na pilha, foi uma situação ocasional, sei lá, mas tenta arranjar um motivo para a tal insatisfação interior. FRUSTRAÇÃO. Daí, por mais que você não queira, você pensa, de algum modo, na sua menina boazinha que você deixou pra trás... (mas não admitindo muito, querendo fugir do tal pensamento, achando que é apenas um momento, que vai logo passar).Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás (os amigos são os mais novos possíveis, a gente tenta se afastar da monótona vida que estavamos levando antes. E essa nova "mina", e essa nova galera trata a gente como se fossemos maiorais, e a gente faz tudo pra estar perto dessa nova vida tentando desesperadamente apagar a vida anterior. Alias,neste ponto, a gente tenta realmente apagar tudo que nos prende a menina boazinha, até falar com ela é uma coisa intolerável. "Primeiro passo do arrependimento”). A gente não vê a hora de sair,esquecer e arrasar na noite com a galera. Enquanto isso, a boa menina, chateada, lesada,custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela...Daí essa dúvida vira angústia, ressentimento, que vira raiva. Aí a menina manda tudo a puta que pariu... Não quer mais saber de nada, só de sair beijando muito cara. Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada, chutada, humilhada ou chateada... Muito bem, acabamos de criar uma monstra (por mais inteligente que ela seja, é inevitável, mecanismo de defesa. Ninguém vive decepções amorosas mais de uma vez na vida)... O tempo passa e a gente continua na mesma... Volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós... Atenção:- Elas são assim por culpa nossa. A mulher vulcão da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem... e assim sucessivamente... Provavelmente, essa nossa ex-boa menina,deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí...E eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada e nem olhou para mim...
(Autor desconhecido)
(Autor desconhecido)
domingo, 7 de novembro de 2010
Devaneios.
Quando fui jovem era complexada demais, gorda demais e mal vestida. Nada de namorados! Em sã consciência um homem não namora uma mulher estranha, gorda e com roupa usada doada pela prima mais velha e mais gorda...rsrs.
Depois da mal sucedida adolescência, idade adulta_ lia demais, inquiria demais, sabia demais e_ nenhum namorado. Que homem namora uma mulher jovem, culta , independente e gorda? Nenhum mesmo.
Balzaquiana e já sem paciência percebo que me saio melhor com viagens, decoração da casa e oficina mecânica. Entendo de tudo um pouco e não sou especialista em nada. Aprendi a ver a vida pelos meus olhos e a apreciar o que vejo e sinto. Perto da velhice ainda sou gorda, ainda sou rebelde e esquista, ainda falo sobre coisas sérias e ouço um bom rock. Só que agora já sou velha, já entrei na turma das que podem ser substituídas por duas de dezoito...rsrsrs. Mas que se danem os homens, sinceramente, fodam-se! Agora minha meta é Londres, depois Grécia e Cuba. O que posso fazer? Quando não se é parte de um grupo, crie um exclusivo que só caiba você! E os outros que fiquem pelo caminho choramingando por poucos e poucas.
Depois da mal sucedida adolescência, idade adulta_ lia demais, inquiria demais, sabia demais e_ nenhum namorado. Que homem namora uma mulher jovem, culta , independente e gorda? Nenhum mesmo.
Balzaquiana e já sem paciência percebo que me saio melhor com viagens, decoração da casa e oficina mecânica. Entendo de tudo um pouco e não sou especialista em nada. Aprendi a ver a vida pelos meus olhos e a apreciar o que vejo e sinto. Perto da velhice ainda sou gorda, ainda sou rebelde e esquista, ainda falo sobre coisas sérias e ouço um bom rock. Só que agora já sou velha, já entrei na turma das que podem ser substituídas por duas de dezoito...rsrsrs. Mas que se danem os homens, sinceramente, fodam-se! Agora minha meta é Londres, depois Grécia e Cuba. O que posso fazer? Quando não se é parte de um grupo, crie um exclusivo que só caiba você! E os outros que fiquem pelo caminho choramingando por poucos e poucas.
Saudade ...
é palavra forte que possui nomes:
de quem se ama e está distante demais - Lino;
de um amigo que pouco sei e muito adoro - Hiero;
de um tempo que passou rápido e aprendi demais - UNESP;
de um ser que se foi e o sinto ao meu redor - Vladimir;
de um lugar que durou pouco - Natal;
Saudade nem deveria existir, mas existe para nos lembrar que tudo passa, que resta um pouco de tudo, que resta a emoção de ter vivido.
de quem se ama e está distante demais - Lino;
de um amigo que pouco sei e muito adoro - Hiero;
de um tempo que passou rápido e aprendi demais - UNESP;
de um ser que se foi e o sinto ao meu redor - Vladimir;
de um lugar que durou pouco - Natal;
Saudade nem deveria existir, mas existe para nos lembrar que tudo passa, que resta um pouco de tudo, que resta a emoção de ter vivido.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Extremo de mim.
O que aconteceu conosco?
De repente, os sonhos foram suprimidos pelos impostos.
As noites estreladas, estas roubadas de nós pelos dias longos e difíceis.
Os companheiros de bares sumiram...restaram síndicos, vizinhos chatos e umas tias velhas.
As amigas estão casadas demais, gordas demais, velhas demais , namorando demais, sozinhas demais, reclamando demais e fingindo demais serem suas "ainda amigas".
Os amigos veem mulheres em tudo, menos em nós. Por que envelhecemos, falamos as mesmas besteiras que eles ou por que simplesmente somos as únicas que os entendem, então, rejeitam!
Os patrões sempre algozes! Políticos, esses sim: medíocres, palhaços, estúpidos e despudorados! Quem crê? Muita gente, acreditem mesmos velhos demais, com utopias demais, com demagogias demais, ainda votamos. Ainda votamos em 2010!!! Coisa antiga, mas ainda sou antiga, uso roupas que fogem da moda, e foda-se a moda. Ouço música que não está na moda, viajo para longe, bem longe dos lugares da moda, ainda tenho vinis que nunca estiveram na moda. Ainda quero a revolução, coisa mais antiga ser revolucionária... Acho que nem os revolucionários tem saco pra revolução em 2010.
Tudo muito chato, incrédulo , modinha, sem papo, só sexo. Sexo é bom, desde que depois de vinte minutos você não queira se matar engasgado por arrependimento com o sabonetinho do motel. Saco!!!
Acho que estou no tempo do tédio ou da desesperança. Mas pensando bem, nunca tive esperança. É coisa pra idiota. Acho que estou mesmo de saco cheio, esperando o verão, uma praia deserta, desprovida de tudo e esperando nada. Só ondas, todas dançando no mar.
De repente, os sonhos foram suprimidos pelos impostos.
As noites estreladas, estas roubadas de nós pelos dias longos e difíceis.
Os companheiros de bares sumiram...restaram síndicos, vizinhos chatos e umas tias velhas.
As amigas estão casadas demais, gordas demais, velhas demais , namorando demais, sozinhas demais, reclamando demais e fingindo demais serem suas "ainda amigas".
Os amigos veem mulheres em tudo, menos em nós. Por que envelhecemos, falamos as mesmas besteiras que eles ou por que simplesmente somos as únicas que os entendem, então, rejeitam!
Os patrões sempre algozes! Políticos, esses sim: medíocres, palhaços, estúpidos e despudorados! Quem crê? Muita gente, acreditem mesmos velhos demais, com utopias demais, com demagogias demais, ainda votamos. Ainda votamos em 2010!!! Coisa antiga, mas ainda sou antiga, uso roupas que fogem da moda, e foda-se a moda. Ouço música que não está na moda, viajo para longe, bem longe dos lugares da moda, ainda tenho vinis que nunca estiveram na moda. Ainda quero a revolução, coisa mais antiga ser revolucionária... Acho que nem os revolucionários tem saco pra revolução em 2010.
Tudo muito chato, incrédulo , modinha, sem papo, só sexo. Sexo é bom, desde que depois de vinte minutos você não queira se matar engasgado por arrependimento com o sabonetinho do motel. Saco!!!
Acho que estou no tempo do tédio ou da desesperança. Mas pensando bem, nunca tive esperança. É coisa pra idiota. Acho que estou mesmo de saco cheio, esperando o verão, uma praia deserta, desprovida de tudo e esperando nada. Só ondas, todas dançando no mar.
domingo, 17 de outubro de 2010
Voltei.
Não sei o que está acontecendo.
Não tenho ideia sobre os fatos.
Não consigo cuidar mais de tudo que gosto.
Não tenho um tempo só para mim.
Na verdade, meu sumiço só pode ser justificado com um argumento: minha vida está besta demais e eu ando até as orelhas com isso!
Não tenho ideia sobre os fatos.
Não consigo cuidar mais de tudo que gosto.
Não tenho um tempo só para mim.
Na verdade, meu sumiço só pode ser justificado com um argumento: minha vida está besta demais e eu ando até as orelhas com isso!
sábado, 31 de julho de 2010
Malandragem.
Eu deveria gostar mais dessa cantora: http://www.youtube.com/watch?v=UkGF4RdxrWs&feature=related
domingo, 25 de julho de 2010
Senhor Presidente por Joâo Ubaldo Ribeiro.
25 de outubro de 1998( para FHC)
Senhor Presidente,
Antes de mais nada, quero tornar a parabenizá-lo pela sua vitória estrondosa nas urnas. Eu não gostei do resultado, como, aliás, não gosto do senhor, embora afirme isto com respeito. Explicito este meu respeito em dois motivos, por ordem de importância. O primeiro deles é que, como qualquer semelhante nosso, inclusive os milhões de miseráveis que o senhor volta a presidir, o senhor merece intrinsecamente o meu respeito. O segundo motivo é que o senhor incorpora uma instituição basilar de nosso sistema político, que é a Presidência da República, e eu devo respeito a essa instituição e jamais a insultaria, fosse o senhor ou qualquer outro seu ocupante legítimo. Talvez o senhor nem leia o que agora escrevo e, certamente, estará se lixando para um besta de um assim chamado intelectual, mero autor de uns pares de livros e de uns milhares de crônicas que jamais lhe causarão mossa. Mas eu quero dar meu recadinho.
Respeito também o senhor porque sei que meu respeito, ainda que talvez seja relutante privadamente, me é retribuído e não o faria abdicar de alguns compromissos com que, justiça seja feita, o senhor há mantido em sua vida pública – o mais importante dos quais é com a liberdade de expressão e opinião. O senhor, contudo, em quem antes votei, me traiu, assim como traiu muitos outros como eu. Ainda que obscuramente, sou do mesmo ramo profissional que o senhor, pois ensinei ciência política em universidades da Bahia e sei que o senhor é um sociólogo medíocre, cujo livro O Modelo Político Brasileiro me pareceu um amontoado de obviedades que não fizeram, nem fazem, falta ao nosso pensamento sociológico. Mas, como dizia antigo personagem de Jô Soares, eu acreditei.
O senhor entrou para a História não só como nosso presidente, como o primeiro a ser reeleito. Parabéns, outra vez, mas o senhor nos traiu. O senhor era admirado por gente como eu, em função de uma postura ética e política que o levou ao exílio e ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos, ou pelo menos nós pensávamos que o senhor acreditava, da mesma forma que hoje acha mais conveniente professar crença em Deus do que negá-la, como antes. Em determinados momentos de seu governo, o senhor chegou a fazer críticas, às vezes acirradas, a seu próprio governo, como se não fosse o senhor seu mandatário principal. O senhor, que já passou pelo ridículo de sentar-se na cadeira do prefeito de São Paulo, na convicção de que já estava eleito, hoje pensa que é um político competente e, possivelmente, tem Maquiavel na cabeceira da cama. O senhor não é uma coisa nem outra, o buraco é bem mais embaixo. Político competente é Antônio Carlos Magalhães, que manda no Brasil e, como já disse aqui, se ele fosse candidato, votaria nele e lhe continuaria a fazer oposição, mas pelo menos ele seria um presidente bem mais macho que o senhor.
Não gosto do senhor, mas não tenho ódio, é apenas uma divergência histórico-glandular. O senhor assumiu o governo em cima de um plano financeiro que o senhor sabe que não é seu, até porque lhe falta competência até para entendê-lo em sua inteireza e hoje, levado em grande parte por esse plano, nos governa novamente. Como já disse na semana passada, não lhe quero mal, desejo até grande sucesso para o senhor em sua próxima gestão, não, claro, por sua causa, mas por causa do povo brasileiro, pelo qual tenho tanto amor que agora mesmo, enquanto escrevo, estou chorando.
Eu ouso lembrar ao senhor, que tanto brilha, ao falar francês ou espanhol (inglês eu falo melhor, pode crer) em suas idas e vindas pelo mundo, à nossa custa, que o senhor é o presidente de um povo miserável, com umas das mais iníquas distribuições de renda do planeta. Ouso lembrar que um dos feitos mais memoráveis de seu governo, que ora se passa para que outro se inicie, foi o socorro, igualmente a nossa custa, a bancos ladrões, cujos responsáveis permanecem e permanecerão impunes. Ouso dizer que o senhor não fez nada que o engrandeça junto aos corações de muitos compatriotas, como eu. Ouso recordar que o senhor, numa demonstração inacreditável de insensibilidade, aconselhou a todos os brasileiros que fizessem check-ups médicos regulares. Ouso rememorar o senhor chamando os aposentados brasileiros de vagabundos. Claro, o senhor foi consagrado nas urnas pelo povo e não serei eu que terei a arrogância de dizer que estou certo e o povo está errado. Como já pedi na semana passada, Deus o assista, presidente. Paradoxal como pareça, eu torço pelo senhor, porque torço pelo povo de famintos, esfarrapados, humilhados, injustiçados e desgraçados, com o qual o senhor, em seu palácio, não convive, mas eu, que inclusive sou nordestino, conheço muito bem. E ouso recear que, depois de novamente empossado, o senhor minta outra vez e traga tantas ou mais desditas à classe média do que seu antecessor que hoje vive em Miami.
Já trocamos duas ou três palavras, quando nos vimos em solenidades da Academia Brasileira de Letras. Se o senhor, ao por acaso estar lá outra vez, dignar-se a me estender a mão, eu a apertarei deferentemente, pois não desacato o presidente de meu país. Mas não é necessário que o senhor passe por esse constrangimento, pois, do mesmo jeito que o senhor pode fingir que não me vê, a mesma coisa posso eu fazer. E, falando na Academia, me ocorre agora que o senhor venha a querer coroar sua carreira de glórias entrando para ela. Sou um pouco mais mocinho do que o senhor e não tenho nenhum poder, a não ser afetivo, sobre meus queridos confrades. Mas, se na ocasião eu tiver algum outro poder, o senhor só entra lá na minha vaga, com direito a meu lugar no mausoléu dos imortais.
P.S. : após a censura e o suposto "esquecimento" o texto de João Ubaldo Ribeiro reaparece...ainda bem.
Senhor Presidente,
Antes de mais nada, quero tornar a parabenizá-lo pela sua vitória estrondosa nas urnas. Eu não gostei do resultado, como, aliás, não gosto do senhor, embora afirme isto com respeito. Explicito este meu respeito em dois motivos, por ordem de importância. O primeiro deles é que, como qualquer semelhante nosso, inclusive os milhões de miseráveis que o senhor volta a presidir, o senhor merece intrinsecamente o meu respeito. O segundo motivo é que o senhor incorpora uma instituição basilar de nosso sistema político, que é a Presidência da República, e eu devo respeito a essa instituição e jamais a insultaria, fosse o senhor ou qualquer outro seu ocupante legítimo. Talvez o senhor nem leia o que agora escrevo e, certamente, estará se lixando para um besta de um assim chamado intelectual, mero autor de uns pares de livros e de uns milhares de crônicas que jamais lhe causarão mossa. Mas eu quero dar meu recadinho.
Respeito também o senhor porque sei que meu respeito, ainda que talvez seja relutante privadamente, me é retribuído e não o faria abdicar de alguns compromissos com que, justiça seja feita, o senhor há mantido em sua vida pública – o mais importante dos quais é com a liberdade de expressão e opinião. O senhor, contudo, em quem antes votei, me traiu, assim como traiu muitos outros como eu. Ainda que obscuramente, sou do mesmo ramo profissional que o senhor, pois ensinei ciência política em universidades da Bahia e sei que o senhor é um sociólogo medíocre, cujo livro O Modelo Político Brasileiro me pareceu um amontoado de obviedades que não fizeram, nem fazem, falta ao nosso pensamento sociológico. Mas, como dizia antigo personagem de Jô Soares, eu acreditei.
O senhor entrou para a História não só como nosso presidente, como o primeiro a ser reeleito. Parabéns, outra vez, mas o senhor nos traiu. O senhor era admirado por gente como eu, em função de uma postura ética e política que o levou ao exílio e ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos, ou pelo menos nós pensávamos que o senhor acreditava, da mesma forma que hoje acha mais conveniente professar crença em Deus do que negá-la, como antes. Em determinados momentos de seu governo, o senhor chegou a fazer críticas, às vezes acirradas, a seu próprio governo, como se não fosse o senhor seu mandatário principal. O senhor, que já passou pelo ridículo de sentar-se na cadeira do prefeito de São Paulo, na convicção de que já estava eleito, hoje pensa que é um político competente e, possivelmente, tem Maquiavel na cabeceira da cama. O senhor não é uma coisa nem outra, o buraco é bem mais embaixo. Político competente é Antônio Carlos Magalhães, que manda no Brasil e, como já disse aqui, se ele fosse candidato, votaria nele e lhe continuaria a fazer oposição, mas pelo menos ele seria um presidente bem mais macho que o senhor.
Não gosto do senhor, mas não tenho ódio, é apenas uma divergência histórico-glandular. O senhor assumiu o governo em cima de um plano financeiro que o senhor sabe que não é seu, até porque lhe falta competência até para entendê-lo em sua inteireza e hoje, levado em grande parte por esse plano, nos governa novamente. Como já disse na semana passada, não lhe quero mal, desejo até grande sucesso para o senhor em sua próxima gestão, não, claro, por sua causa, mas por causa do povo brasileiro, pelo qual tenho tanto amor que agora mesmo, enquanto escrevo, estou chorando.
Eu ouso lembrar ao senhor, que tanto brilha, ao falar francês ou espanhol (inglês eu falo melhor, pode crer) em suas idas e vindas pelo mundo, à nossa custa, que o senhor é o presidente de um povo miserável, com umas das mais iníquas distribuições de renda do planeta. Ouso lembrar que um dos feitos mais memoráveis de seu governo, que ora se passa para que outro se inicie, foi o socorro, igualmente a nossa custa, a bancos ladrões, cujos responsáveis permanecem e permanecerão impunes. Ouso dizer que o senhor não fez nada que o engrandeça junto aos corações de muitos compatriotas, como eu. Ouso recordar que o senhor, numa demonstração inacreditável de insensibilidade, aconselhou a todos os brasileiros que fizessem check-ups médicos regulares. Ouso rememorar o senhor chamando os aposentados brasileiros de vagabundos. Claro, o senhor foi consagrado nas urnas pelo povo e não serei eu que terei a arrogância de dizer que estou certo e o povo está errado. Como já pedi na semana passada, Deus o assista, presidente. Paradoxal como pareça, eu torço pelo senhor, porque torço pelo povo de famintos, esfarrapados, humilhados, injustiçados e desgraçados, com o qual o senhor, em seu palácio, não convive, mas eu, que inclusive sou nordestino, conheço muito bem. E ouso recear que, depois de novamente empossado, o senhor minta outra vez e traga tantas ou mais desditas à classe média do que seu antecessor que hoje vive em Miami.
Já trocamos duas ou três palavras, quando nos vimos em solenidades da Academia Brasileira de Letras. Se o senhor, ao por acaso estar lá outra vez, dignar-se a me estender a mão, eu a apertarei deferentemente, pois não desacato o presidente de meu país. Mas não é necessário que o senhor passe por esse constrangimento, pois, do mesmo jeito que o senhor pode fingir que não me vê, a mesma coisa posso eu fazer. E, falando na Academia, me ocorre agora que o senhor venha a querer coroar sua carreira de glórias entrando para ela. Sou um pouco mais mocinho do que o senhor e não tenho nenhum poder, a não ser afetivo, sobre meus queridos confrades. Mas, se na ocasião eu tiver algum outro poder, o senhor só entra lá na minha vaga, com direito a meu lugar no mausoléu dos imortais.
P.S. : após a censura e o suposto "esquecimento" o texto de João Ubaldo Ribeiro reaparece...ainda bem.
sábado, 24 de julho de 2010
Olha só que fofo.
Tá legal, a música já meio velhinha, mas eu gosto muito e o menino é uma gracinha. Parece um bebezão.
http://www.youtube.com/watch?v=BuuTbT2pYq4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=BuuTbT2pYq4&feature=related
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Redação: As minhas férias ou a História da Princesa Cor-de-Rosa.
Minhas férias começaram no dia 01/07/10 e eu tinha poucos planos para o mês todo: arrumar meus armários, resolver problemas da casa e descansar. Porém, no dia dois, já de cara encontro uma pequena princesa cor-de-rosa no meu portão. E por causa da seleção uruguaia a chamei de Celeste. Uma cadelinha frágil, com menos de 5 quilos e muito dócil. Como todo bebê abandonado, veio com diversos problemas curáveis, exceto a cinomose.
Fiz o que pude por ela e a amei nestes últimos vinte dias com todas as minhas forças. No fundo, acho que ela veio até meu portão pedir alento e ajuda. E encontrou! Provei para a minha pequena princesa que as pessoas não são tão ruins, alguns são bem bons. E também, que o amor está em todos os seres, só que alguns não sabem amar direito. Porque amar exige tempo, paciência, respeito, carinho, ternura, sensibilidade, emoção e maturidade. Exatemente assim foram as minhas férias, rodeadas de um amor imenso por um ser que passou pela minha vida rapidamente, mas que me ensinou mais uma vez que o sentido da vida é doar-se. Minha princesa cor-de-rosa chamada Celeste se foi agora a pouco. Acho que para aquele lugar lindo e perfeito chamado céu canino. Talvez lá, enfim, junto a tantos outros que foram amados ou não, cuidados ou não , chorados ou não, Celeste encontre o seu castelo cor-de-rosa e seja feliz.
http://www.youtube.com/watch?v=Kz09NU8BgcU&feature=related
Fiz o que pude por ela e a amei nestes últimos vinte dias com todas as minhas forças. No fundo, acho que ela veio até meu portão pedir alento e ajuda. E encontrou! Provei para a minha pequena princesa que as pessoas não são tão ruins, alguns são bem bons. E também, que o amor está em todos os seres, só que alguns não sabem amar direito. Porque amar exige tempo, paciência, respeito, carinho, ternura, sensibilidade, emoção e maturidade. Exatemente assim foram as minhas férias, rodeadas de um amor imenso por um ser que passou pela minha vida rapidamente, mas que me ensinou mais uma vez que o sentido da vida é doar-se. Minha princesa cor-de-rosa chamada Celeste se foi agora a pouco. Acho que para aquele lugar lindo e perfeito chamado céu canino. Talvez lá, enfim, junto a tantos outros que foram amados ou não, cuidados ou não , chorados ou não, Celeste encontre o seu castelo cor-de-rosa e seja feliz.
http://www.youtube.com/watch?v=Kz09NU8BgcU&feature=related
terça-feira, 13 de julho de 2010
Celeste.
02/07/2010 as 23 horas, abro o portão de casa e me deparo com uma cadelinha espancada e doente. Levei para dentro e cuidei, em homenagem a seleção uruguaia, ganhou o nome de Celeste. Pra mim, um presente magnífico. Estou doida por ela.
sábado, 26 de junho de 2010
Snowman.
http://www.youtube.com/watch?v=ubeVUnGQOIk
Lindo demais! Uma pureza tocante, ainda bem que há pessoas no mundo que ainda nos emocionam.
Lindo demais! Uma pureza tocante, ainda bem que há pessoas no mundo que ainda nos emocionam.
Eu tinha me esquecido da beleza desta música...
Used to be so easy to give my heart away
But I found out the hard way
There's a price you have to pay
I found out that love was no friend of mine
I should have known time after time
So long, it was so long ago
So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
Used to be so easy to fall in love again
Used to be so easy to fall in love again
But I found out the hard way
It's a road that leads to pain
I found that love was more than just a game
You're playin' to win
But you lose just the same
So long, it was so long ago
So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
So many years since I've seen your face
So many years since I've seen your face
Here in my heart, there's an empty space
Where you used to be
So long, it was so long ago
So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
Though the days come and go
Though the days come and go
There is one thing I know
I've still got the blues for you
Gary Moore - Still got the blues
domingo, 20 de junho de 2010
Muito estranha.
Estou me estranhando nessa copa do mundo. Não sei se porque ando sem tempo para ver os jogos, ou se porque os jogos que vi foram tão ruins que deu até para cochilar que perdi o interesse. Mas tem sempre um goleiro da Suiça, uns dois ou três da Itália e mais um ali e outro lá que dão brilho aos meus olhos.... todo mundo achando que eu ia falar de esquema tático...rsrsrs.Bobinhos!
domingo, 6 de junho de 2010
7 meses.
Longos sete meses sem meu grande Vladimir. Chorei esta semana de saudade. De repente, o vi correndo no quintal. Eu só acho que esta casa já não tem mais tardes tão ruidosas e latidos tão vibrantes. É como se o menino barulhento da rua tivesse ido embora sem deixar o endereço e nem explicação. Complicado demais sem você meu doce amigo!
Assunto.
No ano da copa, da eleição, das grandes decisões e dos grandes eventos: Eu me calo!
Estou em uma fase muito quieta e nada crítica. Também não tenho feito observações: nada de sarcasmo, ironia e acidez. Estou numas de não fazer nada, chega de ataque cerebral, de falar muito( e uma pena, quase sempre o óbvio). Cansei de ser óbvia, de ver o óbvio e sentir o óbvio. Agora quero entrar na quietude e ouvir música. E paz! E ponto!
Ah, ainda estou viva, só que uma pouco mais amena.
Estou em uma fase muito quieta e nada crítica. Também não tenho feito observações: nada de sarcasmo, ironia e acidez. Estou numas de não fazer nada, chega de ataque cerebral, de falar muito( e uma pena, quase sempre o óbvio). Cansei de ser óbvia, de ver o óbvio e sentir o óbvio. Agora quero entrar na quietude e ouvir música. E paz! E ponto!
Ah, ainda estou viva, só que uma pouco mais amena.
Você gostaria de dizer ou de ouvir?
Pra você guardei o amor
Nando Reis
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
domingo, 2 de maio de 2010
The sisters of mercy.
Noooooossa, de repente o passado volta.
http://www.youtube.com/watch?v=1yAD3_DXN6E
http://www.youtube.com/watch?v=1yAD3_DXN6E
Um texto bem vindo.
É impossível viver sozinho?
Por que tanto medo?
Você nasceu sozinho e sozinho baixará à sepultura, não tem jeito...
Por que tanta aflição?
Aquele história de que é impossível ser feliz sozinho foi criada apenas para solucionar o verso daquele cantor, como é mesmo o nome dele?
Está triste? Passa. Até uva passa...
Dói? Dói muito, a dor que deveras sente, porque dor de coração dói na alma, no braço, no calcanhar, no queixo, dói tudo e mais um pouco, porque a dor da alma de verdade é aquela que você cultivou para ser a não-dor, para ser o não-fim, para ser a lindeza de um amor tranquilo, e quando desaba, sai debaixo...
Mas por que tanto desespero?
O vazio do peito cresce e abarca, entope de tanta ausência?
Fazer o quê, meu caro, se o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou, não é?
Não?
Tem dúvidas?
E qual o amor que não resta dúvidas, qual o fim que deixa certezas, qual a vida que prescinde da morte e vice versa?
Olha, vai lá, sai pra rua, deixa pra trás essa poeria que, é bom que você saiba, nunca vai assentar, viu?
Levanta e anda, porque a paralisia só faz a dor doer ainda mais.
Corre, grita, arfa, xinga, morde e engole.
Pense em todas as besteiras que puder pensar, surte todos os surtos e suba e desça, encolha até virar uma fatia fininha de sentimento algum.
Porque a dor que deveras sente é a pior, meu amigo, a que mais dói.
A dor de quem fica enquanto o outro vai.
Ou dor de quem vai enquanto o outro fica.
Tanto faz.
Autoria: Luiz Caversan, Folha on Line, 01/05/2010.
Por que tanto medo?
Você nasceu sozinho e sozinho baixará à sepultura, não tem jeito...
Por que tanta aflição?
Aquele história de que é impossível ser feliz sozinho foi criada apenas para solucionar o verso daquele cantor, como é mesmo o nome dele?
Está triste? Passa. Até uva passa...
Dói? Dói muito, a dor que deveras sente, porque dor de coração dói na alma, no braço, no calcanhar, no queixo, dói tudo e mais um pouco, porque a dor da alma de verdade é aquela que você cultivou para ser a não-dor, para ser o não-fim, para ser a lindeza de um amor tranquilo, e quando desaba, sai debaixo...
Mas por que tanto desespero?
O vazio do peito cresce e abarca, entope de tanta ausência?
Fazer o quê, meu caro, se o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou, não é?
Não?
Tem dúvidas?
E qual o amor que não resta dúvidas, qual o fim que deixa certezas, qual a vida que prescinde da morte e vice versa?
Olha, vai lá, sai pra rua, deixa pra trás essa poeria que, é bom que você saiba, nunca vai assentar, viu?
Levanta e anda, porque a paralisia só faz a dor doer ainda mais.
Corre, grita, arfa, xinga, morde e engole.
Pense em todas as besteiras que puder pensar, surte todos os surtos e suba e desça, encolha até virar uma fatia fininha de sentimento algum.
Porque a dor que deveras sente é a pior, meu amigo, a que mais dói.
A dor de quem fica enquanto o outro vai.
Ou dor de quem vai enquanto o outro fica.
Tanto faz.
Autoria: Luiz Caversan, Folha on Line, 01/05/2010.
sábado, 1 de maio de 2010
Preciosa.
Independência.
Pois é, dizem que o preço da independência é alto. De fato, nada melhor que ser independente, porém duro...rsrsrsrs. Cara, como é caro ser pobre.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Vulcão Eyjafjallajokull.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Felicidade.
Não importa o quão os outros possam lhe dar alguma felicidade. Você tem mais é que construí-la. Acho que entendi isso ontem a tarde ao assinar a escritura da minha casa. É isso aí, comprei depois de onze anos de economia e muito trabalho. Nada vai tirar de mim este orgulho e esta satisfação. Assim que estiver com as chaves nas mãos muitos serão convidados para a inauguração bombástica...rsrs. Acho que estou em transe de tanta alegria, finalmente provei para mim que posso e devo chegar lá.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Envelhecer.
Aparelho odontológico depois de velha, irrita.
Óculos depois de velha, irrita.
Desvio de cepto depois de velha, irrita.
Engordar e não emagrecer facilmente, irrita.
Perder a paciência com 99% da humanidade por razões adversas, de burrice a imbecilidade, irrita.
Afinal, estou velha e um pouco intolerante. Sai da frente mundo.
Óculos depois de velha, irrita.
Desvio de cepto depois de velha, irrita.
Engordar e não emagrecer facilmente, irrita.
Perder a paciência com 99% da humanidade por razões adversas, de burrice a imbecilidade, irrita.
Afinal, estou velha e um pouco intolerante. Sai da frente mundo.
domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Agressão verbal - homens x mulheres!
*Ela:* — *Seu babaca escroto, animal filho da puta, ladrão, salafrário, viciado* *,preguiçoso, vagabundo, corrupto, pão duro, mau-caráter, sanguessuga,imbecil, cachaceiro, mulherengo, chifrudo ordinário, idiota, bêbado, burro,inútil, você é um resto de merda que não serve pra porra nenhuma, seu maldito desgraçado imprestável do inferno** *! ! !
*Ele:* — Gorda! Feia!
*Ele:* — Gorda! Feia!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Le peuple migrateur.
Linda.
http://www.youtube.com/watch?v=MS4gRmvvDsU
Eu não tenho palavras para descrever está música. Mas adoraria ouvi-lá com meu amigo Guilherme. De perto ou de muito longe você sempre lê o que está escrito nos meus olhos.
Eu não tenho palavras para descrever está música. Mas adoraria ouvi-lá com meu amigo Guilherme. De perto ou de muito longe você sempre lê o que está escrito nos meus olhos.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Metida a besta.
Comecei, finalmente, meu curso de inglês. Adorei a primeira aula e a ideia de fazer algo para mim. Estou confiante e muito animada. Vou meter pavor, só que agora bilingue.
As duras lições, as difíceis conclusões e o pulsar da vida.
É duro entender o que acontece. Se pudesse entender, acho que teria sofrido menos. Mas, se tudo soubesse nada seria novo ou bom para mim. Tive que aprender, não teve jeito. Grande parte da lição dolorosa foi responsabilidade minha. Confesso: eu precisa crescer, amadurecer e encontrar um caminho. Demorei muito pra sair da fase das grandes ilusões e dos grandes encantamentos e compreender que a vida é mais que um sonho, é um mundo que deve ser construído.
E foi uma passagem difícil, tive que expulsar demônios, superar medos e vencer meu orgulho. Tudo de uma vez só assustou-me, mas fiquei mais esperta, mais seletiva, mais centrada, mais certa de quem sou e o que quero.
Precisei de forças para encarar meu medo esses dias. E descobri que posso vencê-lo. Apesar de alguma expectativa, definitivamente sei que não quero me aproximar mais do monstro, não quero ser como ele!
Eu só precisava dessa certeza. Só isto. Não quero ser alguém que passa pela vida sem vínculos, sem uma história, sem algum estímulo. Não quero viver com medo de sentir, de sonhar e de ser feliz. Talvez esteja na contramão da contemporaneidade, talvez ninguém queira ser assim. Mas eu sou! Talvez assim, sofra mais por não me adaptar a tudo, não acatar tudo e não aceitar tudo como está só porque, simplesmente, está aí. Sempre fui rebelde. Até para amar me rebelo. Porque tudo isto que está aí já não me contenta.
E para ser sincera, mesmo não muito confiante na madame esperança, acredito que ainda há uma canção para ser escrita.
E foi uma passagem difícil, tive que expulsar demônios, superar medos e vencer meu orgulho. Tudo de uma vez só assustou-me, mas fiquei mais esperta, mais seletiva, mais centrada, mais certa de quem sou e o que quero.
Precisei de forças para encarar meu medo esses dias. E descobri que posso vencê-lo. Apesar de alguma expectativa, definitivamente sei que não quero me aproximar mais do monstro, não quero ser como ele!
Eu só precisava dessa certeza. Só isto. Não quero ser alguém que passa pela vida sem vínculos, sem uma história, sem algum estímulo. Não quero viver com medo de sentir, de sonhar e de ser feliz. Talvez esteja na contramão da contemporaneidade, talvez ninguém queira ser assim. Mas eu sou! Talvez assim, sofra mais por não me adaptar a tudo, não acatar tudo e não aceitar tudo como está só porque, simplesmente, está aí. Sempre fui rebelde. Até para amar me rebelo. Porque tudo isto que está aí já não me contenta.
E para ser sincera, mesmo não muito confiante na madame esperança, acredito que ainda há uma canção para ser escrita.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Paraíso fiscal.
No governo desgraçado do FHC os rendimentos para os investidores da BOVESPA foram de 2,5% aproximadamente. No governo surreal Lula, os rendimentos chegaram a 200%. Gente, vivo em uma paraíso fiscal. Faltam os drinques e furacões caribenhos. Viva la isla brasilis!!!!
O tempo.
Acho que um dos meus primeiros textos no blog foi sobre o tempo. Nem vou lá no arquivo procurar porque não quero ler velhos testemunhos. Eles tratam do passado, de outro tempo vivido. No momento só posso dizer que o tempo sopra a meu favor. Tenho quase tudo que quero e posso ter: alguns amigos maravilhosos, uma casa, um trabalho, ótimas recordações de viagens, festas, bares, faculdade, uma família pequena e barulhenta. O tempo depois de quatro anos fez-me ver que ao mudar a rota, dei um novo sentido pra mim. Aprendi a me bastar e correr atrás dos meus sonhos. Percebi que o amor quando é dado é bom, mas quando recebemos é maravilhoso. E entendi finalmente que aos 35 anos estou no melhor de mim, lendo muito, rindo muito, chorando muito, fazendo mil travessuras e sendo feliz
A Lu disse:
acredito em você porque sempre tem algo a dizer, para provar, para aprender, para conhecer...você passa pelas tormentas fazendo mais barulho que elas, sai mais forte e sempre pronta para novas tempestades.....é, uma amiga vê coisas que nós não enxergamos de vez em quando.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Estou sumida.
Sim, sumi. Muita coisa aconteceu, doença, volta ao trabalho, irritação, falta de saco, olímpiada de inverno, leituras e umas cagadas aqui e ali...rsrsrs. Meu pai estou fazendo cada barbaridade que nem me reconheço mais...rsrs. Deve ser fase pré-quarenta anos ou algum transtorno não identificado. Mas devagar retomo o blog...até.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Cowboy.
Não sei se você está no ar, na terra,ou em alguma highway, talvez na 61. Sei que quero notícias suas. Só pra saber com vai indo, a quantas rotações está o cowboy que de country não tem nada, talvez uma ou duas histórias pra contar...
Adoção.
Não sei se foi saudade do Vlad ou simplesmente pena por ver uma linda cadela solta nas ruas da city que deu uma vontade louca de adotar um cão. E fiz! Adotei Nina, uma senhora de 11 anos, loira e toda tímida. Ela ainda não se acostumou com a nova casa porque adora ficar na rua invadindo bancos e acompanhando velórios. Mas já está abanando o rabo para amigos e visitas. Tomou um bom banho, foi ao veterinário cuidar de um corte profundo no olho esquerdo, tomou vacinas e um remédio para o ouvido. Embora a rua seja o ambiente dela, aqui está mais segura e poderá curtir a velhice em paz. E eu já estou ouvindo latidos no quintal. Faz-me bem a companhia de cães, sinto-me extremamente acompanhada. Bem vinda Nina!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Nada...
Não sentir nada...sei o que é isso. É uma verdade absoluta, uma regra, uma saída para os meus dias. Uma saída, não muito digna, pelo menos sóbria para sobreviver a toda loucura que me cerca. Antes achava que estava doida, agora mantendo distância suportável de quase tudo e de quase todos percebi que a loucura mora nos outros. Então, eis me aqui...deixando a vida fluir e todo mal passar.
A Amy que eu gosto de ouvir.
http://www.youtube.com/watch?v=c6MRYLWJb1o
Amy MacDonald é escocesa e vem há algum tempo firmando-se com uma boa cantora de folk music. Essa Amy eu curto.
Amy MacDonald é escocesa e vem há algum tempo firmando-se com uma boa cantora de folk music. Essa Amy eu curto.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O Haiti e o Tahiti.
De repente, parou de chover no Brasil! Todas as águas imundas e fétidas que vitimaram milhões de brasileiros secaram ou seguiram o curso natural de um rio. De repente, não há crianças na fila de adoção nos orfanatos e abrigos brasileiros, todos tem lar e cuidados de um adulto maduro, consciente e amoroso. De repente, acabou a miséria e temos muita grana pra cuidar do Haiti. Nem quero falar da catástrofe em si ou da pobreza do Haiti. Temos um Haiti aqui, só que não passa furacão e a terra não treme, portanto um Haiti silencioso com clima do Tahiti, petulância argentina e ambição estadunidense. E tudo por uma cadeira de segurança na ONU. Tomara que seja confortável o suficiente para que quem ocupá-la não sinta tanto remorso nem pelos nossos e nem pelos outros haitianos.
Por aí...
Viram você por aí, disseram que ainda combina comigo, que ainda tem algo em você que faz lembrar de mim...e você estava por aí, nem aí para nada, e aí?
Maceió...
Mais um janeirão e mais uma viagem. Dessa vez fui para Alagoas. No meio daquela profusão de turistas e praias tive tempo para refletir sobre coisas profundas e existenciais. Mas meu olhar sobre o Nordeste está um pouco mais apurado também. Além de toda a beleza da caatinga, do litoral e do maravilhoso e degradado rio São Francisco, vi um povo pobre demais que ainda vive sem saneamento básico, que corta cana-de-açúcar no braço, que se acha rico por ganhar R$600,00 reais por mês, que ainda faz em média cinco filhos por família, que tem crenças infinitas, sabores maravilhosos e sotaque que pega na gente e, em poucas horas passa a fazer parte do nosso vocabulário. Vi homens e mulheres fortes. Vi latifundiários milionários que jogam seu esgoto na praia dos pobres, vi mulheres gastando em lojas o que uma família nunca terá para viver e alimentar seus descendentes. Vi um país pulsando, sangrando, pedindo socorro, desde as águas verdes e assoreados do Velho Chico, ora pela irrigação ilegal ora pela transposição do mesmo, até as caatingas com gado magro, vida rala e gente queimada pelo sol e marcada pela pobreza. Vi meninos atolados no esgoto e entrando na puberdade sem ter saído do ensino fundamental. Vi aquilo que os turistas e veranistas não veem porque estão ocupados devastando as areias, comprando bugigangas ou enchendo a cara de cerveja barata. Meu olhar não se cansa de ver o que dói...e sinceramente, quando deixar de ter este olhar aguçado quero estar morta.
PS: as imagens eu não tenho, a moderna camera digital pifou... fia da gota de camera.
PS: as imagens eu não tenho, a moderna camera digital pifou... fia da gota de camera.
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