terça-feira, 21 de abril de 2009

A hora.

Não é sempre, mas às vezes a alma( ela existe?) ou esse estranho sentimento que nos habita se liberta: da dor, da fé, da razão, do amor, dos pesares, da inteligência, da solidão.
Chega a hora de ser simplesmente, de ir vivendo meio que anestesiado e inerte. Não digo insensível, apenas além disso, além do sentir.
E do nada uma pessoa pouco conhecida se apresenta, indócil, arisca, independente, envolta em uma mistério amedrontador.
Acho que é a hora de se ver realmente e de se importar bem pouco com as poucas coisas ao redor. É encontrar razões menos óbvias que a maioria dos mortais possui para viver.
É somente a hora de se libertar. E como isso mete medo. Eu só consigo me acalmar diante da magnitude desse fenômeno diante da mais absoluta perfeição, que para mim é a música que segue abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=d1WgoSfV_Kg

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