domingo, 12 de abril de 2009

O tempo.

O tempo modifica todas as coisas. Rochas sólidas tornam-se pó; florestas tropicais murcham em desertos; pessoas se vão e, apesar da falta, suportamos a ausência.
O amor muda de casa, de endereço, de corpo e de mente com o aval do tempo;
Os amigos se casam, descasam-se e se enchem de filhos que não sabem o que fazer - tem que esperar o tempo de crescimento;
O clima muda, chove menos e há mais poeira, até as alergias mudam com o tempo;
Tudo flui, as ideias aparecem no meio da tarde e percebo que aquela aula na faculdade há doze anos atrás não foi em vão e, que eu podia ter ido além, ter feito perguntas mais inteligentes;
Há doze anos atrás era outro tempo, talvez outra inteligência...
Então, como tudo passa, mas de tudo fica um pouco, declaro-me livre, sem sua presença, sem sua ausência, sem você...
De repente, acordei nesses últimos dias sem um velho fantasma de três anos!
E como o tempo é pai e padrasto, só tenho a dizer que comigo o tempo tem sido bom pai, nem rugas possuo próxima aos quarenta....
As rugas podem ser internas, mas essas só me tornaram mais sábia e mais livre depois de tanto tempo...

Um comentário:

  1. Você é demais, sabia? Claro que você sabia, mas eu precisava dizer pra você que eu acho isso! Obrigada por escrever coisas que contemplam tanto o sentimento da gente!
    Beijos!

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