Servem para dar puxões de orelha, para dar colo, para dizer: Chega!
Servem, antes de mais nada, para juntos de nós compartilhar o silêncio, as derrotas e as vitórias.
Chegam sempre sem muita cerimônia, se jogam no sofá e se contentam com batata palha de pacote e uma mísera cerveja.
Riem das nossas bobagens, tiram sarro das nossas esquisitices e, acima de tudo, permanecem juntos.
Alguns são malucos, outros centrados, outros rebeldes.
Tem alguns muito religiosos e outros totalmente ateus.
Tem o que gostam do frio, e os que adoram a praia e o sol.
Tem os amigos, bons para prosear.
Tem as amigas, boas para falar mal dos homens....
A sorte disso tudo, é que tenho alguns amigos maravilhosos.
Sem saber, ou mesmo sabendo me ajudam tanto.
Nessa longa jornada encontrei alguns irmãos, pessoas que espontaneamente chegaram e simplesmente ficaram.
Não cobram nada, não exigem, não pedem. Simplesmente seguimos juntos.
E nesses últimos anos, difíceis, doloridos e muito complicados, devo muito à todos.
Sei que vocês sabem do que estou falando, nas entrelinhas, vocês sabem de tudo.
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