sábado, 30 de maio de 2009

Fé.

Tenho dificuldade para compreender o universo da fé. Nada do que dizem ser fé me agrada ou me estimula a seguir esses, aqueles ou sei lá que passos.
Fé para mim é exemplo, é manter-se correto, trabalhador, forte e sensível. Fé é brandura e dureza, calma e porrada. É sorrir e chorar quando preciso. É ser humano, tão simples, ser apenas humano.
Frequentar uma religião não lhe dá o direito de dizer que possui fé, mandar infinitas mensagens e correntes de oração não significa ter fé. Comprar cds de padres e pastores menos ainda. Usar adornos com imagens e figuras e penduricalhos também não.
Ter fé é dizer bom dia todo dia para todo mundo. Ter fé é lembrar dos seus poucos e verdadeiros amigos, especialmente no aniversário. Eles esperam que pessoas queridas telefonem, muito mesmo, bem mais que no natal. Ter fé é gostar de si mesmo, antes de se apaixonar por meio mundo e levar muito na cara. Isso não significa não gostar de ninguém significa saber escolher alguns e respeitar a maioria, sem amá-los, obviamente.
Ser uma pessoa de fé é ter empreendimentos: carro para pagar, casa para consertar, visitas ao médico e viagens para fazer. Ter fé é ser útil, lavar a louça, ir ao banco, ler um livro e fazer compras para a vizinha doente. Ter fé é conversar um pouquinho com a senhora idosa na fila do banco, é saber da faxineira do trabalho o nome do novo neto ou do novo marido. Ter fé é cozinhar sem ter grandes motivos( páscoa, dia disso ou daquilo). Ter fé é manter-se bem cuidada, cabelo pintado, sobrancelhas e corpo depilado e tomar banho e ficar cheirosa. É do diabo exalar cê-cê. Enfim, ter fé é ser menos vago e mais real. Esse negócio de sublimidade não cai muito bem, parece coisa de quem está fugindo da raia.

Um comentário:

  1. adorei seu texto... qual eh o nome da "religião" que vc ta fundando entao??? rsss... pode somar mais um!

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