sábado, 20 de dezembro de 2008

Vermelho.

Chico da Silva

A cor do meu batuque
Tem o toque,
tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço, vesmelhusco
Vermelhante, vermelhão
O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor (vermelho)
A cor do meu batuque
Tem o toque,
tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço, vesmelhusco
Vermelhante, vermelhão
O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor (meu coração)
Meu coração é vermelho
De vermelho vive o coração
Tudo é garantido após a rosa avermelhar
Tudo é garantido após o sol vermelhecer
Vermelhou no curral
A ideologia do folclore avermelhou
Vermelhou a paixão
O fogo de artifício da vitória
É o vermelho.

Vermelho é cor forte, cor da vida, da morte, do fogo, da guerra, de Marte.
Vermelho é cor da rosa vermelha que nos deixa rubro de emoção.
Vermelho das bochechas, do ardido do sol.
Vermelho do fusca ajeitado.
Vermelho dos revoltados.
Vermelho dos comunistas, dos esquerdistas, dos terroristas.
É vermelho dos inconformados.
Vermelho final de mês, vermelho do farol.
Vermelho Rússia.
Vermelho é força, luta e coragem.
Vermelho é amor,
desses que fere, afunda a faca no peito vermelho.
Como todo vermelho tem vontade própria,
foi-se embora, deixou só a cor do cabelo de fogo
e a marca daqueles que sabem que todo amor dói, fere, queima,
exatamente como fogo, que marca, apaga mas não some,
deixa cicatrizes...

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